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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Raimundo Rodrigues Cardoso

Ray Cardoso - Ambientalismo, Artes e Espiritualidade em Ação


RAIMUNDO RODRIGUES CARDOSO
Experiências de Raimundo Rodrigues Cardoso em publicações
dos professores Miguel Caripuna (Sociologia) e Ademir Rocha
(Ciências Biológicas)
Rai Cardoso - Espiritualidade, Ambientalismo e Artes Plásticas
Vide fotos das Ações Educativas Ambientais do Movimento
Ecológico, do qual Rai Cardoso foi presidente por muitos anos das
 Décadas de 1980, 1990 e 2000.
 
 
 

Nas fotos acima e abaixo estão algumas obras
e atividades do artista Rai Cardoso
Artesanato de Miriti
 Acima a índia Yara, das Lendas Amazônicas
Recentemente, em 2017, visitamos nosso velho amigo de tantas lutas e em variados segmentos da sociedade abaetetubense, RAIMUNDO RODRIGUES CARDOSO/Rai Cardoso, junto com tantos outros amigos, que também militaram conosco em causas sociais, educacionais, culturais, políticas, ambientais, humanitárias, cristãs e outras lutas (inclusive com o saudoso membro do MECA, Ari Lobato, de agradável recordação e já falecido, do qual estamos colhendo dados para uma futura publicação, lutas em favor da promoção do homem e da sociedade abaetetubense e da região). E ontem (11/01/2018) recebemos a agradável visita do Rai Cardoso, que veio nos avisar do encontro da Comunidade Focolares de Abaetetuba (Rai Cardoso é o mais antigo membro do Movimento dos Focolares em Abaetetuba, com 49 anos como membro desse Movimento), e que veio nos pedir o favor de preparar um resumo de suas atividades como membro da Igreja, do Focolares, artista e ainda defensor das causas do Meio Ambiente. Recentemente, nos fins do ano de 2017, pelo seu profundo conhecimento dos aspectos do Meio Ambiente, ele foi, novamente, chamado para fazer parte da Secretaria do Meio Ambiente de Abaetetuba/SEMEIA, devido o seu enorme cabedal de conhecimentos e ações ambientaisde, facilidades de articulação, ou ajudas em outras ações a favor de projetos ambientalistas de terceiros, que beneficiaram diferentes segmentos sociais e localidades de Abaetetuba e sua região. Antes, Rai Cardoso exerceu o cargo de Secretário da pasta do Meio Ambiente e, posteriormente, com a mudança de governo, passou a outro nível na mesma secretaria em Abaetetuba.
Abaixo temos o grande paneiro aqui chamado "aturá"
usado antigamente no transporte dos produtos de roçados
de Abaetetuba
 
Foto de Clóvis Figueiredo

RAIMUNDO RODRIGUES CARDOSO/Rai Cardoso, nasceu em 06/08/1949, às margens do Igararapé Ypixuna (seus ascendentes eram moradores da localidade Miritizal, esta um pouco distante do mesmo Igarapé Ypixuna, tudo na área das antigas colônias, Zona Rural de Abaetetuba/PA), filho de Jofre Rodrigues Cardoso e Dona Júlia Rodrigues Cardoso, um casal humilde, de simples colonos, e Ray Cardoso muito se orgulha de sua humilde origem e de sua ascendência,  que é uma mistura de índio, negro e branco português, e com alguns ancestrais oriundos de imigrantes cearenses ‘fugidos da seca nordestina” dos fins do século 19, constituindo-se uma  verdadeira família de caboclos amazônicos, condição a qual ele se refere sempre. E, sendo de Abaetetuba, Rai Cardoso é um verdadeiro “homem forte e valente” conforme se traduz do antigo nome indígena Abaeté, antes da cidade mudar o nome para Abaetetuba, este nome que também na linguagem tupi significa ‘homem verdadeiro” que Rai Cardoso é, e ainda é depositário de um enorme consciência e conhecimentos ambientais e ainda é depositário de conhecimentos da cultura paraense e amazônica, que ele faz questão de falar nos encontros com os amigos e comunidades.

Família e Espiritualidade Cristã
Rai Cardoso (como o tratamos) é casado com Edilena Negrão Cardoso, esta vinda de tradicional família de Abaetetuba e com os filhos: RaíssaRadi e Raoni, e que agora, são avós de duas lindas gêmeas idênticas, filhas de Radi.
Na fase de casado, Ray e esposa paticipavam ativamente dos encontros do Movimento Focolarino e por isso já tinham na vida familiar a imagem espiritual-cristã de uma verdadeira família unitária, baseada na figura de DEUS PAI (que é Amor), na figura de DEUS TRINO (Pai, Filho e Espírito Santo, que vivem em Harmonia Eterna, como uma Família Divina), e na FAMÍLIA DE NAZARÉ (José, Maria e Jesus), onde JOSÉ era o pai zeloso e justo; MARIA como Modelo de Vida Cristã e fiel cumpridora dos deveres religiosos de sua época, mesmo antes de Jesus, quando deu o seu SIM a Deus no episódio da Anunciação do Anjo, e depois, com seu filho JESUS, onde continuou no serviço e amor ao próximo, com preocupação social. E foi, baseado nestes modelo de “Família Divina” que Rai Cardoso e sua esposa Edilena procuraram viver e educar seus filhos RaissaRadi e Raoni e, agora,  seus netos, como tesouros preciosos e, como membros da ‘Família-Humana-Divina’, pois eles não se fecharam para o mundo, e continuam a contribuir na divulgação desse modelo de família no seio da sociedade local, e da ‘Natureza’ como “Dom de Deus” para o homem e claro, dentro daquelas limitações que o ser humano possui, mas em contínuo aperfeiçoamento no decorrer de todos esses anos em contato com a Espiritualidade da Unidade, de Chiara Lubich.
Os pais de Rai, Jofre e Júlia, com luta e tenacidade, conseguiram superar os inumeráveis obstáculos que a vida lhes apresentava, incluindo a falta de recursos financeiros, mas venceram, pois seus filhos, inclusive Rai, se firmaram na sociedade abaetetubense como trabalhadores, operários, técnicos e professores.
Rai Cardoso tem carinho especial pelos seus pais, irmãos, parentes e amigos e, como cidadão abaetetubense, de “homem verdadeiro” goza de um largo círculo de amizades amealhadas em suas inumeráveis atividades e lutas em favor da melhoria da vida, em todas as suas dimensões, e a favor de toda a sociedade de Abaetetuba e região, conforme comprovam sua luta e atividades no meio social, educacional, cultural e ambiental. E também ele possui amigos espalhados por Belém e outros lugares do Brasil, amigos adquiridos nos seus encontros e ações em favor de uma sociedade mais justa e fraterna e das suas lutas pelo meio ambiente, e outros amigos adquiridos em outras atividades especificadas nestes escritos. 
 
O então jovem Rai Cardoso, um operário católico na construção da Igreja e do Focolares
As lutas de Rai Cardoso começaram com 20 anos de idade, e em favor de sua comunidade rural do Abaetézinho, junto ao então recém-chegado Padre Diego Arroyos Silva, na então  Prelazia de Abaeté do Tocantins, este também jovem e idealista padre, de origem espanhola, que juntos começaram a mobilizar os católicos dessa localidade no início da década de 1970, para a participação na comunidade eclesial católica, quando também aconteceu a  Missa na referida área rural, situada nas margens de um ramal de estradas chamado Abaetezinho, cujo nome veio de um igarapé de mesmo nome. E também, na mesma época, um poquinho antes, em 1968, já tinha chegado à Abaetetuba a Espiritualidade da Unidade, que contagiou Rai Cardoso e outros jovens, adolescentes e até adultos e famílias, tornando-se um forte movimento religioso e espiritual em Abaetetuba,  com os seus primeiros  encontros da “Palavra de Vida”, congressos, jornadas e reuniões de aprofundamentos e ações evangélicas, que também entrou em contato com as primeiras ações de uma nova Teologia que surgia na Igreja, preconizada em documentos eclesiais, que tratava da “escolha preferencial pelos pobres,  jovens e oprimidos da América Latina”, que o ativo Padre Diego pregava, e que assim já veio da Europa e com alguns conhecimentos da nova Espiritualidade da Unidade que rapidamente estava se espalhando pela Europa e mundo. Assim a comunidade do Abaetezinho e os jovens do Movimento dos Focolares foram se firmando no seio da Igreja Católica, e até os dias atuais de 2018.
Fato interessante das atividades de Rai Cardoso, como membro da Igreja Católica e do Movimento Gen (Geração Nova, do Movimento dos Focolares), ainda nos seus albores em Abaetetuba, foi sua influência na vida de seu cético primo Edir, este já falecido, para a sua entrada para o seio da Igreja, e no seu posterior despertar para a vocação sacerdotal, fato que levou esse jovem sacerdote, oriundo da mesma zona rural de Rai, a ter destacada atuação em uma cidade de Minas Gerais e no próprio Pará, com atuação no município de São Caetano de Odivelas. Nesses primeiros tempos da vida Gen em Abaetetuba, muitos jovens, dos setores masculino e feminino, foram despertados para inúmeras outras vocações eclesiais e focolarinas.
 Um grupo de focolarinos/as, vindos de Belém, em foto com alguns antigos
membros do Focolares em Abaetetuba, inclusive Rai Cardoso e família
 Um focolarino e uma antiga família focolarina reunida para um evento
 Um encontro da Palavra de Vida em Abaetetuba
 Fotos de antigos encontros do Movimento Gen-Geração Nova

 A Fazenda da Esperança, que se dedica a recuperação de pessoas
do mundo dos vícios e drogas, iniciou em Abaetetuba através do
Movimento Gen, em uma casa em um Ramal de estrada. No caso,
eram recuperandos do grupo masculino, que depois, no tempo do Bispo d. Ângelo Frosi,
 trocou para feminino. Vide fotos abaixo

 A grande mentora da Espiritualidade da Unidade, Chiara Lubich. abaixo,
e suas primeiras companheiras, que também trouxeram essa nova espiritualidade
para o Brasil, Pará e Abaetetuba.

Ainda Rai Cardoso e o Movimento dos Focolares
Os esforços de Rai Cardoso e primeiros companheiros, junto ao Movimento Gen, começou através do seu encontro com os membros  do Centro Zonal do Movimento dos Focolares de  Belém, que começaram a vir para Abaetetuba lá pelo distantes anos de 1968 e 1969, sob a coordenação do focolarino Heleno e sua comitiva, que foram recepcionados justamente pelo Padre Diego e Rai Cardoso. Também o setor feminino do Focolares em Belém, através de sua responsável e focolarina Inês e outras focolarinas, iniciaram suas vindas à Abaetetuba, fato que enriqueceu na constituição de uma animada comunidade de jovens em Abaetetuba, com o nome GEN-Geração Nova, tendo Rai como um de seus primeiros membros e dirigente do setor masculino dessa obra e Jandira e Edilena como responsáveis pelo setor feminino. Hoje, em 01/2018, Rai ainda faz parte do Focolares em Abaetetuba, como membro do grupo dos “Voluntários de Deus
Rai Cardoso ajudava o Pe. Diego na catequese dos jovens católicos, ao mesmo tempo que organizava seu grupo dos Focolares. Pode-se dizer, então, que foi através de Rai Cardoso e seus antigos companheiros de grupo e do antigo setor feminino da “Obra de Maria” (nome oficial do Focolares junto ao Vaticano), que o mesmo Movimento dos Focolares surgiu e cresceu em Abaetetuba e, com a vinda constante dos focolarinos e, posteriormente, das  focolarinas, onde Abaetetuba foi crescendo na vivência da Espiritualidade da Unidade, nos encontros da Palavra de Vida  no município, e encontros em Belém, que arrastou muitos jovens, na experiência comunitária da vivência da vocação focolarina. Se contarmos o ano de 1968 como o início dos Focolares em Abaetetuba, (data bem próxima da chegada dos Focolarinos em Belém) estamos perto dos 50  anos da presença do Movimento dos Focolares em nossas terras de Abaetetuba, incluindo alguns municípios vizinhos ao nosso. Por conta de suas atividades como católico e do Movimento Gen, e do posterior Grupo dos Voluntários de Deus, dos setores masculino e feminino, podemos afirmar que muitos jovens, adultos e casais foram arrastados para o  seio da Igreja, e do Movimento dos Focolares, do ambientalismo e até para as vocações sacerdotais e focolarinas, graças também aos empenhos  de Rai Cardoso, sua esposa Edilena e seus antigos membros de então. E Rai Cardoso, também vai completar em breve os seus 50 anos na vivência da Espiritualidade da Unidade, pensamos que esse fato é significativo e deve ser comemorado à altura da fidelidade de Rai e outros seus antigos companheiros no seio da Igreja Católica e aos “Ideais Focolarinos”.

Obras em miriti de Rai Cardoso sempre fiel na
tarefa artística das motivações e lendas amazônicas

 Cobra grande, saci estilizado, imagens de santos e
um Cristo Crucificado e Abandonado em miriti


. Rai Cardoso, como CRISTÃO CATÓLICO praticante, fiel cumpridor das normas católicas e membro co-fundador do MOVIMENTO DOS FOCOLARES, este Movimento com quase 50  anos em Abaetetuba, entidade católica internacional que também abrange e está aberto a outras confissões e filosofias de vida em fraternidade, fundada por Chiara Lubich em 1943, que procura desenvolver o “Ideal da Unidade” no mundo inteiro e com ramificação em todos os segmentos da sociedade, na clarificação desses ambientes. E Rai Cardoso trabalha, junto com seus amigos do Movimento em favor desse ideal de Vida, que procura sempre ver no próximo um irmão que precisa ser amado, conforme a essência de Deus como Amor e se espelhando no Amor concreto de Jesus, que nos diz sempre: “Amai-vos uns aos outros, conforme Eu vos amei”, conforme a máxima cristã: Amor com Amor se paga, isto é, se Deus nos amou ao ponto de, por Amor, ter dado seu Filho para a Redenção do mundo, nós devemos pagar o Amor de Deus com o amor ao próximo, onde se encontra outro Jesus, especialmente nos pobres e marginalizados do: “Tive fome, tive sede, estava nu, estava preso, estava doente, etc”. Com essa visão, Rai procurava desenvolver algumas atividades no social, como: visita sistemática aos presos da cadeia pública de Abaetetuba, acolhendo, aconselhado, distribuindo a Palavra de Deus e cortando gratuitamente o cabelo dos presos dessa cadeia. E, conforme o Ideal de Unidade de Chiara, Rai procura viver a “Arte de Amar” em seus ambientes de trabalho, casa e em todas as situações em que estava envolvido, como: Amar a todos, Amar Sempre, Ser o primeiro a amar (não esperando a iniciativa do outro), Amar os inimigos; Fazer-se Um (nas alegrias e sofrimentos do próximo).
Quem pensar, com tudo o que falamos de Rai e companheiros, que eles já são santos em vida, dizemos que sim e não, mas estão em constante busca da santidade, em meio às dificuldades e fraquezas humanas, que são inerentes ao ser humano, enquanto estiver nesta dimensão terrena. A dialética da santidade consiste em amar sempre, porque quem pratica um ato de amor já é santo naquele momento e, nas inevitáveis quedas e erros, não se deixar levar pelas fraquezas (como diz a B[iblia: o homem velho em contraposição ao Homem Novo) e levantar logo do fracasso e recomeçar com maior empenho na Arte de Amar. E quem quiser ouvir o testemunho que aqui apresentamos do Rai Cardoso, pode se dirigir a ele que o mesmo não se furtará a dar seu testemunho de cristão e cidadão, não para mostrar “orgulho espiritual e de sabedoria”, mas mostrar seu testemunho para dizer que amar com o Amor que vem de Deus, é possível a todos. Rai também possui memória privilegiada e é depositário de parte da memória histórica, ambiental e cultural de Abaetetuba e é um dos informantes do Blog do  Ademir Rocha.
O autor do Blog, Ademir Rocha e outros, como antigo amigo e companheiro de muitas lutas de Rai  em vários segmentos de ações, conforme especificados acima, pode, a partir da longa amizade com Rai e família, fazer um pequeno apanhado de algumas atividades desempenhadas por ele e companheiros, e mostrar que, o que move as ações de Rai, é muito mais que simples ativismo, mas na visão que ele absorveu da Espiritualidade da Unidade – Movimento dos Focolares, vinculado à Igreja Católica, do qual é um dos co-fundadores em terras de Abaetetuba no ano de 1968, em espiritualidade que também, através de Abaetetuba, se espalhou por outras cidades vizinhas como Moju, Barcarena e Igarapé-Miri, tendo Rai e esposa contribuído nessa difusão.
 
Eis algumas facetas e atividades de Rai Cardoso no decorrer de sua vida:
Rai Cardoso, como Gari, função que ele assumiu logo que veio do meio rural para a cidade de Abaetetuba, contribuindo na limpeza pública da cidade e, para o Rai Cardoso, ter exercido essa função, não foi e não é demérito algum, pois sempre que conta suas experiências no seio da Igreja Católica e do Movimento dos Focolares, ele enfatiza esse aspecto de sua vida profissional e com muito orgulho.
Rai Cardoso, como ex-funcionário da CELPA-Centrais Elétricas do Pará, na sua juventude, exercia sua atividade já com a visão de que o trabalho é como uma oração, que devia ser desempenhado com solenidade e na dimensão de que tudo deve ser bem feito, com tensão à Unidade e à Santidade e dentro dos parâmetros éticos e morais da espiritualidade cristã, conforme documentos sociais da Igreja Católica sobre o trabalho e economia e na vivência da Espiritualidade da Unidade, do Movimento dos Focolares.
Rai Cardoso, como ex-funcionário da SAGRI-Secretaria de Agricultura do Pará, no município de Abaetetuba, procedia conforme acima e já também com a visão de ambientalista, que ele trouxe dos anos que morou na localidade Ypixuna e no Miritizal, às margens do Igarapé Ypixuna, em Abaetetuba/Pa, onde aprendeu com o seu amado Pai Jofre,  alguns segredos da Natureza e muitos aspectos da flora e dá fauna, que entende como ninguém e com a visão espiritual-cristã especificada no item abaixo do Ambientalismo.
Rai Cardoso, como CABELEREIRO, já trouxe essa profissão como algo inato em sua vida, atividade aprofundada conforme sua visão espiritual-cristã, que deveria exercer bem essa atividade como amor e serviço ao irmão. E aí está a razão pela qual viajou várias vezes para São Paulo/SP, para fazer inúmeros cursos relacionados a essa atividade, conforme nos mostram os inúmeros certificados que possui em seu salão de cabeleireiro. Nessa profissão Rai Cardoso também emprega a visão cristã de que toda a pessoa deve ser amada, conforme Deus nos ama e, logo, cada cliente, deve ser como um irmão, um próximo, que deve receber toda atenção e relevância de Filho de Deus e, portanto, uma pessoa que está ali para ser amado, como em um verdadeiro serviço de apostolado no “Fazer aos outros aquilo de bom que gostaria que fosse feito a você”. Ray hoje possui renome na profissão de cabeleireiro, do qual nunca se afastou, mesmo quando ocupou recente função pública, como Secretário Municipal do Meio Ambiente, em Abaetetuba.

O Ambientalistas Rai Cardoso, um protetor do Meio Ambiente
Pupunhas, cupuaçus, mangas, araçás, abius e outras frutíferas
em suas diversas variedades são plantadas no "Pomar de Abaeté"



Essas e outras plantas frutíferas do Pomar de Abaeté, 
servirão, no futuro, como um banco genético de plantas, 
e que chamam para si as espécies de animais como
insetos, roedores, aves e outras ameaçadas, além de reflorestar
um meio ambiente já muito degradado em Abaetetuba,
fornecendo oxigêncio, gás carbônico, água e outros
elementos para o meio natural.
A Natureza como Dom de Deus, em concepção da Igreja e Movimento Focolarino
Rai Cardoso, como AMBIENTALISTA, paixão que, conforme dito acima, trouxe dos anos em que morava no seio da mata, no meio das espécies da flora e fauna amazônica, cercado de rios, igarapés e campos minerais de areias e outros aspectos naturais, que ele conhece como ninguém. Rai Cardoso, ainda garotinho, gostava de se embrenhar pelas matas, correr e brincar em meio das árvores e rios de sua localidade, na área do Igarapé Ypixuna e seus arredores. Aprendeu com seu pai, a quem amava e dedicava muita atenção, a conhecer os segredos da Natureza, o nome das espécies animais e vegetais e os métodos de criação de animais e plantio de árvores, conforme veremos mais adiante. Por essa sua faceta de ambientalista, Rai Cardoso foi reconhecido e agraciado com inúmeros prêmios, reportagens de jornais e revistas e participação em eventos locais, regionais, nacionais e até internacionais, como foi o caso de sua viagem aos EUA em passado não muito distante.
Com o reforço da visão da Espiritualidade da Unidade sobre a Criação de Deus, Rai entendeu que tudo o que existe na Natureza é fruto dessa Obra Criadora de Deus e se tudo veio de Deus, em tudo está o seu Amor, pois, Deus é Amor e tudo o que Ele criou, criou por Amor e no Amor, conforme nos diz as Escrituras Sagradas no capítulo da Criação do Mundo. E com essa visão de que Deus criou os animais, os vegetais, a água, o vento, enfim, toda a Natureza, e também criou o Mundo, o Universo, e que tudo foi criado em verdadeiro Equilíbrio e Harmonia, e que nada existe por acaso na Natureza, no Mundo e no Cosmos, pois Deus também é Harmonia, conforme nos mostra a Trindade de Deus, em Pai, Filho e Espírito Santo, que convivem em perfeita Harmonia, como o Uno de Deus, e que, portanto, toda Obra Criadora de Deus, inclusive o homem, saiu do Seio da Trindade de Deus, e que, um dia, tudo deve retornar ao seio da mesma Trindade, devidamente transformado e sem a mácula do pecado, que ora  assola a nossa vida e a Natureza.
O pecado do homem adquire toda forma de violência, inclusive contra a Natureza, conforme nos diz as Sagradas Escrituras: “A Natureza chora e geme as dores do parto”, que quer nos dizer que a Natureza sofre a ação do pecado do homem quando este pratica o desmatamento irracional, extingue as espécies animais e vegetais, polui e contamina os rios, ar e solos, destrói irracionalmente os recursos naturais e os meios ambientes de milhares de seres vivos, enfim, quando agride e destrói a Natureza.
E a Natureza, atingida pelas ações irracionais do homem, se volta contra o próprio homem, conforme se nota pelo aquecimento global, que provoca o desequilíbrio dos elementos naturais e esse desequilíbrio desencadeia uma série de catástrofes naturais e agora desproporcionais, em relação aos desastres do passado, como os vulcões fora dos parâmetros de liberação de energia e emissão de larvas; maremotos, terremotos, temporais,  acompanhados de chuvas torrenciais e devastadoras, deslizamentos de terras e morros, que atualmente estão acontecendo em muitos pontos do Planeta Terra, com muita destruição e mortes; derretimentos de neve e geleiras que antes eram eternas, de modo incomum e com a conseqüente quebra daquele equilíbrio do meio ambiente e que resulta em elevação dos níveis das águas oceânicas, que também provocará efeitos devastadores nas cidades costeiras do Planeta; e tantos outros efeitos, fruto do desequilíbrio da Natureza, que Deus criou para existir em perfeita harmonia consigo e com o homem, onde este deveria atuar dentro das normas da racionalidade, conforme nos diz as Sagradas Escrituras, com o “Dominai os seres terrestres” no bom sentido, nas naturais ações de sobrevivência do homem no uso dos limitados recursos naturais do Planeta. E não é culpa de Deus os desequilíbrios que estão acontecendo mundo afora, como alguns apregoam, e sim as ações do homem, movidas pelas suas desmedidas ambições. É na visão espiritual-cristã da Criação do Mundo do Equilíbrio e Harmonia, que Rai Cardoso e seus amigos dos Focolares acreditam e,  baseado nisso é que foi criada a entidade MECA-Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba, ONG que surgiu para lutar a favor de um bom Meio Ambiente em todas as suas formas e em favor da cultura, também em todas as suas formas, e do homem em todas as suas necessidades sociais, comunitárias e econômicas, conforme abaixo especificado.
Tudo isso era visto, analisado e discutidos semanalmente nas reuniões do Movimento Gen e, posteriormente, no grupo dos “Voluntários de Deus” em Abaetetuba e Belém e nas reuniões do Movimento Ecológico, este fundado por Rai Cardoso e antigos companheiros ambientalistas.

MOVIMENTO ECOLÓGICO E CULTURAL DE ABAETETUBA/MECA
Com essa visão sobre o Meio Ambiente, Rai, junto com outros amigos, foi fundador do MECA-Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba, onde exerceu sua presidência por longos anos e com muitas ações desenvolvidas em Abaetetuba e municípios vizinhos (vide abaixo algumas dessas ações). O “cultural” ao lado do “ecológico” se deve aos argumentos de que, não só o Meio Ambiente, como também a Cultura, deveriam merecer a atenção da ONG criada, porque aquilo que deveria resultar das ações do movimento ambiental, também, um dia, se transformaria em algo cultural e a própria cultura já existente, especialmente no meio ribeirinho e rural, deveria merecer atenção para a sua preservação, como a cultura da pesca, do artesanato, da culinária, da música, das danças e artes que estão paulatinamente desaparecendo do meio cultural de Abaetetuba e região .

Algumas Ações e Atividades Desenvolvidas Pelo MECA, Tendo Rai Cardoso e Ari Lobato na Direção:
PARTICIPAÇÃO de Rai e dos membros do MECA em inúmeros Encontros, Eventos, Debates sobre Educação, Cultura, Cidadania, Meio Ambiente, Qualidade de Vida, Segurança e tantos outros assuntos de interesse da população.
Ações em PARCERIAS ou COVÊNIOS em inúmeras ações e eventos com a Prefeitura Municipal, Secretaria da Agricultura do Pará-SAGRI, FASE, UFPA, entidades filantrópicas (Lyons, Rotary, etc), Judiciário, Igrejas, Legislativo, Grupos Ecológicos locais e Nacionais, Museu Emílio Goeldi, FUNVERDE e tantas outras entidades.
. Criação de Rai e companheiros de Viveiros de mudas de várias espécies de plantas em extinção ou vias de extinção.
EXCURSÕES á inúmeras localidades, tanto pela destruição dos variados ecossistemas, como:
. No RECONHECIMENTO de Áreas Para Preservação Cultural e Ambiental, estas até então em estado selvagem.
O Poço da Moça, de águas azuis e claras, lendário e belo.
Fonte: Olhar Fotográfico
 Fonte: Joanaldo Silva
 Fonte: Leonora Lago
As fotos acima, de diferentes fotógrafos, mostram um
lugar que era preferencial no lazer do Grupo MECA e,
que nos dias atuais, já está grandemente degradado e, 
como esse lugar, muitos campos, minas, jazidas, florestas, igarapés, 
praias que já estão grandemente afetadas pela especulação
imobiliária, retirada de madeira, seixos, areias, etc.
VISITAS à Cachoeira do Rio Abaeté (em situação de degradação ambiental pela retirada das pedras para a construção civil); visita ao Túnel vegetal do Rio Camotim e de outros igarapés e furos de Abaetetuba (em estado de degradação ambiental); visita ao Poço da Moça Bonita (ainda intato na década de 1990 e hoje já degradado); visitas aos Bosques ribeirinhos e de terra firme na Vila de Beja (hoje invadidos por “sem terras” e já degradados; visitas às Praias de Beja e do Guajará, onde a de Beja já estava totalmente habitada, degradada e contaminada por lixo e coliformes fecais e a de Guajará, era preservada pelos próprios ribeirinhos, que é fato raro); visitas aos Campos Naturais de Abaetetuba (já totalmente degradados pela retirada de areia para a construção civil e industrial, sem as devidas preocupações ambientais - vide mapa de Abaetetuba no Google, na visão do satélite, para constatar essa destruição); e tantas outras visitas.

AÇÕES do MECA com Rai Cardoso e Ari Lobato e Companheiros junto à Promotoria Pública local, para solucionar questões:
• Ações Fundiárias contra os que estavam prejudicando o livre acesso de colonos de diversas localidades, em pontos que também estavam sofrendo altas agressões de parte dos “pseudo-donos dessas terras”.
• Ações contra a Poluição em geral de Abaetetuba: Sonora, Visual, Trânsito constantemente congestionado e sem controle.
• Ações contra a Poluição e construções inadequadas na orla marítima da Praia de Beja.
• Ações contra a Extração de piçarra em agressão ambiental no Ramal das Andorinhas e conseqüente obstrução desse ramal no deslocamento de seus moradores.
• Denúncias nas áreas da Saúde e Saneamento de ruas e feiras com alto de contaminações.
• Ações contra o Lixão da cidade que estava contaminando e degradando solos, rios e sua mudança para local mais adequado do município;
• Ações contra o Matadouro Municipal, situado em local inadequado e com alto índice de contaminação, poluição e fedentina constante e atraindo variados tipos de animais transmissores de doenças variadas e cobras.

Continuação das Atividades do MECA:
VISITAS a inúmeras comunidades e escolas de Abaetetuba em eventos culturais e ecológicos e para as conscientizações ambientais e participação com palestras e mostras de cunho ecológico em feiras e eventos variados.


A Ong MECA, fundada por Rai Cardoso e seus primeiros
companheiros ambientalistas, plantaram mudas de árvores
por muitas ruas de Abaetetuba. Um dos plantios feitos, foi
da mítica árvore samaumeira, de muitas lendas na Amazônia.
Das muitas samaumeiras plantadas só restam algumas, como
as duas da Praça da Conceição e outras no terreno da antiga
Fundação SESP. Muitas árvores plantadas foram vítimas de
vandalismo, com desculpa de que atrapalhavam o trânsito e
outras motivações. Vide fotos acima das samaumeiras.

. Atividades de PLANTIO E REPLANTIO de árvores da flora local em terrenos de escolas, órgãos, entidades e ruas de Abaetetuba. Algumas ruas com plantio ou replantio: Rua 7 de Setembro (cujas árvores já crescidas foram destruídas pela ação de vândalos e descaso das autoridades); Rua Barão do Rio Branco (onde algumas árvores ainda existem até os dias atuais- trecho que vai da Av 15 de Agosto até a Av. Pedro Rodrigues); Praça Francisco de Azevedo Monteiro (onde sobreviveram algumas árvores); Praça de Nossa S. da Conceição (onde várias árvores foram plantadas e duas dessas, que são as grandes sumaumeiras, que servirão para que Abaetetuba sempre se lembre de Rai e do saudoso Ari Lobato); terreno do prédio do Hospital de Santa Rosa, da Fundação SESP de Abaetetuba (onde foram plantadas várias espécies, inclusive as grandes sumaumeiras que ali ainda se encontram); Avenida Pedro Rodrigues (com muitas árvores plantadas); Av. D. Pedro II e Rodovia Dr. João Miranda (com muitas plantas que ainda estão ali crescendo);
PASSEIOS DE LAZER com os membros do MECA, simpatizantes das causas ecológicas e familiares dos membros da ONG a lugares turísticos do município;
DISTRIBUIÇÃO DE MUDAS DE PLANTAS em CONVÊNIOS com vários órgãos do Estado do Pará e com a ONG do grande ambientalista do Pará, Dr Camilo Viana e Prefeitura de Abaetetuba.
MANIFESTAÇÕES em datas cívicas, sociais ou do calendário ecológico e cultural para mostrar a importância da preservação ambiental e as mazelas da poluição, contaminação, desmatamentos, valor das espécies e elementos da Natureza.
DIFUSÃO das ações do MECA na imprensa local e nacional e difusão dos princípios da ONG em outros municípios vizinhos que desejavam criar ONGs semelhantes como MOJU e outras cidades.

O autor do Blog do Ademir Rocha já plantou muitas árvores no município de Abaetetuba e hoje, com muita pena, vê que nossos gestores não se preocupam com esse aspecto do urbanismo de nossa cidade. Mas o Rai Cardoso continua a plantar as suas árvores no seu 'Sítio Radini' ou “Pomar de Abaeté”, conforme definiu uma reportagem em uma revista de Belém, em plantio através de seus convidados, que são levados para o hoje chamado 'Pomar de Abaeté" para plantar algumas árvores frutíferas exóticas e outras em fase de extinção (vide fotos). O mesmo convidou o autor do Blog, Ademir Rocha e o seu antigo amigos dos tempos do trabalho na antiga Celpa, Sr. Miguel Alves, para que os mesmos fossem plantar suas espécies de árvores no referido sítio. O “Sítio Radini” ou Pomar de Abaeté, como foi definido em uma reportagem de revista, foi criado na década de 1980, que corresponde a uma área de 34 hectares na Zona Rural de Abaetetuba, onde foram plantadas diversas espécies de árvores frutíferas típicas de nossa região e outras árvores em risco iminente de extinção, sítio que hoje serve espaço de lazer e pesquisas, visitas dos amantes do meio ambiente amazônico. Muitas personalidades do Pará já estiveram nesse sítio, e plantaram mudas como um ato de solidariedade à preservação da floresta, entre elas: o Arcebispo Emérito de Belém, Dom Vicente Zico (in memória); a atriz Dira Paes; o cantor Nilson Chaves; o violonista Salomão Habib e muitas outras personalidades e gente simples do povo.

O “Sítio Radini” ou o agora também chamado “Pomar de Abaeté”
Pela visão de Rai Cardoso de que o Meio Ambiente é um Dom de Deus e que precisa ser preservado, e como ele veio de uma comunidade rural e como também herdou um grande terreno com vegetação secundária, ele iniciou o plantio de árvores frutíferas da Amazônia, onde atualmente já possui mais de 150 espécies plantadas, junto com a vegetação nativa restante do lugar. Cada pessoa de renome nas artes, cultura, ambientalismo, religião, política que visitava Abaetetuba, em todos esses anos de atividades em favor do Meio Ambiente, Rai convidava para plantar uma espécie de árvore frutífera, ou espécie exótica ou em vias de extinção e são dezenas de nomes espalhados nas plaquetas desse tipo de Parque Botânico. Por conta dessa atividade, o Sítio Radini (nome oficial do sítio do Rai), teve implantado, através da ajuda de funcionários do Museu Goeldi, de Belém, um pequeno acervo de insetos e outros pequenos animais desse terreno. 
Veja as fotos de um plantio e do 'Pomar de Abaeté' com os
familiares do Sr. Miguel Alves, este de origem
cametaense e memória viva da cultura de seu
município de origem.
O plantio de mudas segue todo um cerimonial



A família do Sr. Miguel Alves a caminho no plantio no “Pomar de Abaeté”


 O Sr. Miguel Alves plantando a sua muda, com tudo já
organizado: cova, terra adubada, plaqueta de identificação
da espécie frutífera

 O autor do Blog do Ademir Rocha plantando a sua
muda de ginja
 Muda em desenvolvimento e o 'Pomar de Abaeté"

 Uma espécie exótica de fruta no "Pomar de Abaeté"

Além de ser um horto, o Sítio Radini, hoje Pomar de Abaeté, se constitui
num aprazível lugar de lazer, onde desde os seus primeiros tempos, na década
de 1980, famílias inteiras, grupos variados de pessoas e até religiosos em
"retiro" e encontros dos Focolares, que usavam o local para esses fins.
Rai Cardoso com renome no meio ambiental
E Rai Cardoso, por conta de suas atividades no Meio Ambiente, já foi agraciado e homenageado por várias entidades do Pará e Brasil. Pelo Museu Goeldi, o parque botânico de Rai Cardoso, foi anexado simbolicamente ao mesmo Museu Goeldi, e que agora o Horto de Plantas Frutíferas da Amazônia, do Sítio Radini, faz parte oficialmente da Rede Botânica Brasileira, desde 2012. E Rai Cardoso já foi por dois anos consecutivos, 2012 e 2013, homenageado pelo mesmo Museu como um dos destaques do Meio Ambiente do Pará.

A Radio Educadora Conceição

Na foto acima temos o nosso Ex-Bispo Diocesano D. Flávio
Giovenale, o deputado federal Nicias Ribeiro e no meio
Rai Cardoso e atrás de Rai, o saudoso Ari Lobato, na
entrega dos documentos de concessão da Rádio Educativa
para a Diocese de Abaetetuba
. Rai Cardoso e Ari Lobato e antigos companheiros foram ativos defensores na criação da RÁDIO EDUCADORA em Abaetetuba, que foi luta do Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba-MECA a partir de 1992, rádio que serviria para programas educativos e culturais, conscientização ecológica e cultural, serviços às comunidades, momentos de entretenimentos educativos e culturais, conscientização cristã e outras finalidades, e tudo a favor da população local e região. A luta pela criação da rádio foi renhida e demorada, com a elaboração de projetos completos e complexos, com exigências variadas para a criação e estruturação dessa  rádio, e assinaturas e mais assinaturas de uma grande  quantidade de papelada burocrática,  de vários Ministérios (eram cinco que na época exigiam papelada burocrática) e com apoio de simpatizantes do MECA moradores em Brasília, para o andamento do pleito e solução de questões de ordem burocrática, assinaturas de papeladas em Brasília, contatos, etc. O certo é que tudo ficou pronto para a cessão do “canal de rádio” para Abaetetuba, porém faltava uma única assinatura, que dependia do Ministro das Telecomunicações da época. E, com tudo já resolvido em termos de documentação, duas outras barreiras se apresentavam: força política de apoio ao projeto de alguma entidade respeitada e de políticos influentes e verbas para viabilização da rádio em termos práticos, isto é, a compra de materiais e equipamentos para também viabilizar na prática a implantação da rádio.
Nesse ponto o MECA, através de seus membros, procurou a adesão da Diocese de Abaetetuba, através do Bispo D. Flávio Giovenale, do pároco da Igreja de Nossa S. da Conceição da época, Pe. João Alves e da Pastoral da Comunicação-PASCOM, em aliança com o MECA e as lideranças e comunidades católicas(S. José, Cristo Redentor e outras), Clube de Ciência, Ordem Franciscana Secular (tendo à frente o advogado Dr. Antonio Benedito Quaresma), AIPAMA e outras pessoase entidades interessadas, cujos nomes constam das atas e anotações da época, aliança que resultou na formação da Fundação Nossa S. da Conceição, que deveria ser a entidade a gerir as últimas negociações da cessão do canal de rádio, a aquisição dos materiais e equipamentos radiofônicos e gerir, no futuro, o funcionamento da própria rádio. Com força e união desse grupo em 28/11/2002, através da Portaria nº 2.645, do Ministro das Comunicações, o Sr. Juarez Quadros do Nascimento, outorgou à Fundação Nossa S. da Conceição, para realizar os serviços de radiodifusão sonora em freqüência modulada em Abaetetuba, fato efetivado em 5/7/2004, através do então Deputado Federal Nicias Ribeiro, que nessa data entregou o documento final da outorga do canal de rádio para Abaetetuba, que passaria a denominar-se “Rádio Conceição”, que até os dias atuais funciona normalmente em favor do povo abaetetubense e sua região. Ao tempo em que se ultimavam a cessão do canal de rádio, a Diocese, através do Bispo D. Flávio Giovenale e pároco João Alves, conseguiram, antes mesmo da cessão do canal de rádio, a cessão de um canal de TV,  repetidora da Fundação Nazaré de Comunicação, da Arquidiocese de Belém, que também é gerida pela Fundação Nossa S. da Conceição, com o nome de TV Conceição. Nos dias atuais de 01/2018 o Rai Cardoso, tem um horário na referida Radio Educativa Conceição FM 106.1, onde enfatiza a questão ambiental e questões culturais, junto às comunidades locais e da Região.

Rai Cardoso, como POLÍTICO, opção que ele tomou, tendo em vista a criação do Diretório Municipal do Partido Verde, em Abaetetuba, com a visão política de que eram muitas as necessidades do povo e que nas ações políticas faltava uma visão de amor ao próximo e que nessas ações as pessoas só pensavam em si mesmas e que essas ações poderiam mudar, se nelas existisse a união e o amor, em verdadeiros serviços prestados à comunidade. Além do mais, Rai e companheiros do grupo de amigos do Movimento dos Focolares e da Igreja Católica, já vinham discutindo há muito tempo as questões sociais através dos “Documentos Sociais da Igreja”, que tratam dessas questões e que, à frente das ações políticas do mundo,  deveriam estar pessoas preparadas, para assim desenvolver essas ações, inclusive na participação política partidária. E o ideal da Unidade incentivava o engajamento dos membros do Movimento dos Focolares nas questões políticas, inclusive ocupando cargos públicos.
Com essa visão Ray Cardoso se engajou na política, através do Partido Verde e se candidatou em alguns pleitos eleitorais, não conseguindo se eleger, devido usar de metodologias de campanhas diferente das usuais em Abaetetuba. Mas ele ficava contente assim mesmo e continuava seu engajamento político-partidário, pensando em ultrapassar as barreiras das divisões partidárias e usar a Fraternidade na política e a serviço do bem comum, conforme as diretrizes do recém criado Movimento Político pela Unidade, fundado por Chiara Lubich e de grande sucesso no mundo e até no Brasil. Rai acreditava e ainda acredita no valor do homem, conforme aprendeu através da frase evangélica “O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus”, porém a semelhança com Deus é quando o outro está no Amor de Deus e quando se desvia desse caminho, vêm as inevitáveis falhas humanas, e no caso de Rai as mazelas políticas do meio onde tentava viver a Fraternidade como modelo político, se tornaram barreiras para que ele pudesse implementar as suas tão sonhadas ações de meio ambiente, que se fazem urgentes e necessárias em Abaetetuba. Porém Ray não se desfez de seus sonhos ambientalistas e do bem comum político e continuará lutando, com seus atuais meios, para a implantação dos ideais do “Movimento Político Pela Unidade”, como abaixo:
Visão Espiritual-Cristã da política do bem comum e guiado pelo Ideal da Unidade de Chiara Lubich, através do Movimento Político Pela Unidade, que deve se constituir um laboratório de políticos e cidadãos, em cada município, estado ou país, para perceber as vicissitudes sociais e de infra-estrutura das localidades, que na posse dos cargos políticos, devem atuar a fraternidade como categoria política, junto com políticos de outras tendências, que almejam também o serviço do bem comum, criando bons relacionamentos, ultrapassando barreiras e divisões de partido em todo o mundo.
Rai sabe que essa visão política existe e está dando bons resultados no mundo inteiro, inclusive em muitos estados e cidades brasileiras, e só pedimos a ele que não desanime e conte sempre com o apoio de seus antigos e fiéis amigos do Movimento dos Focolares.

O Multi-artista Rai Cardoso
Abaixo temos o grupo "Olhar Fotográfico" ao "Pomar de Abaeté",
com Rai Cardoso e com serviços de reportagem e fotográficos no dito pomar

 Acima uma das fotos do grupo Olhar Fotográfico em
arte de alto relevo em madeira: Colono colhendo produtos
de roçados com árvores cercando o colono.
. Rai Cardoso, como MULTI-ARTISTA, através de desenhos, esculturas, alto relevo, artesanato variado em madeira, cipós, cimento e miriti, artes plásticas, cujo talento já criou centenas de pequenas e grandes peças, entalhadas ou criadas e montadas pela sua visão artística, que já circulam em igrejas, entidades de Abaetetuba, estados brasileiros e alguns países do mundo, através de peças entregues como brindes de Abaetetuba a personalidades nacionais e internacionais. E qualquer Mostra de Artes que se faça em Abaetetuba, não pode prescindir das peças da criatividade de Rai Cardoso. A sua visão artística também é inata e que foi desenvolvida através da visão Espiritual-Cristã que diz: Deus é Amor, Justiça, Paz, mas que também é Beleza e Harmonia e tantos outros atributos. E se Deus é Beleza, essa beleza deve transparecer das mãos dos artistas cristãos em verdadeiras obras que também devem transmitir a Beleza de Deus na forma de músicas, danças, pinturas e esculturas belas e harmoniosas, que possam levar as pessoas àquela sensação de Beleza, Paz e Harmonia de Deus, e que são repassados ao homem através de dons maravilhosos, não só da música e dança, como de outras formas artísticas como: a pintura, a escultura, o artesanato, a poesia, o canto e tantas formas em que o homem pode manifestar a Beleza e a Harmonia que vêm de Deus. Todas essas questões também perpassaram pelas reuniões e encontros dos membros do Movimento dos Focolares, em Abaetetuba, tudo feito com a devida unidade entre seus membros e também no Movimento Ecológico.
Abaixo o Curupira, das lendas amazônicas, em trabalho
de miriti
 A imagem de Nossa S. da Conceição, Padroeira de Abaetetuba,
esculpida em madeira

Rai Cardoso, em sua arte, procura retratar a cultura geral de Abaetetuba, especialmente a cultura religiosa e a rural. Rai não desperdiça peças em madeira, troncos e raízes retorcidas, cipós, madeiras e varas de miriti e outros materiais, que quando os vê, logo imagina a forma que esses materiais vão tomar, em figuras variadas de animais, humanas, cenas do cotidiano e não só nas figuras comuns, mas também estilizadas.

Algumas peças da arte de Rai Cardoso: 
Na ESCULTURA:
Imagens esculpidas em madeira e tamanho natural:
. Imagem de Nossa S. de Nazaré, de Barcarena
Vide mais acima a imagem de Nossa Senhora da Conceição
. Imagem de Nossa Sda Conceição (réplica da imagem peregrina dessa Santa, guardada na casa desse artista e que já a disponibizou à Paróquia da Conceição para que pudesse ser utilizada nas celebrações e festejos da Padroeira de Abaetetuba).
Acima foto da imagem de Nossa S. da Conceição,
Padroeira de Abaetetuba, esculpida em madeira
por Rai Cardoso
. Imagem de Nossa Sde Guadalupe;
Figura em madeira de Lampião, o Rei do Cangaço;
Grandes quadros esculpidos em alto relevo em madeira mostrando paisagens, atividades culturais locais, do cotidiano rural (Casa de Farinha, trabalho com tipiti, Aturá, árvores e palmeiras estilizadas) e portas e janelas trabalhadas em alto relevo em madeira;
Várias obras em concreto, como o famoso “Plantador de Cana Verde” (em concreto estilizado-vide figura acima e comentários abaixo).

Obras em Concreto:
Abaixo temos a 1ª escultura em concreto de Rai Cardoso,
misteriosamente desaparecida das margens do Rio Maratauíra
frente da cidade, onde estava assentada, denominada "Plantador 
de cana verde"


O Plantador de Cana-Verde:
Sobre o Monumento do “Plantador de Cana-Verde”, obra em concreto criada por Rai Cardoso na década de 1990, para homenagear o “Ciclo Canavieiro de Abaetetuba”, para lembrar os trabalhadores braçais dos canaviais de Abaetetuba e sua região, os quais, com o seu trabalho, contribuíram para a cultura dos ‘engenhos de açúcar e cachaça, os quais tiveram destaque na história econômica de Abaetetuba e Igarapé-Miri. Essa obra em concreto, que foi colocada à beira-rio, em frente da cidade de Abaetetuba, às margens do Rio Maratauíra, que apresentava um homem com um feixe de cana na cabeça, cujo formato com a parte interna vazada, e que pelo alvorecer e no pôr-do-sol, criava um efeito belíssimo, junto com as luzes do nascente e poente. Essa peça, ficou conhecidíssima, que foi registrada duas vezes em reportagens de jornais, que falavam de Abaetetuba, a primeira vez em 2002 na revista ‘Ver-o-Pará’ e a segunda em 2016 na revista ‘PZZ’, sabe-se lá e por que razões foi retirada do local em que estava e, desde aí, desapareceu sem nenhuma explicação plausível de parte dos administradores de então do município de Abaetetuba.
Como esse antigo Monumento do Plantador de Cana-Verde, que era a peça artística mais representativa do Ciclo Canavieiro de Abaetetuba, desaparecida misteriosamente, com grande prejuízo para as artes e história do ciclo canavieiro de Abaetetuba. Os então inconformados com esse desaparecimento, o Coordenador do Campus Universário de Abaetetuba (2013), junto com seus pares da mesma entidade, e por estudantes, que procuram resgatar a História-Memória de Abaetetuba e, em especial a História-Memória do Ciclo Canavieiro de Abaetetuba, convidaram o multi-artista Rai Cardoso para executar outra obra em concreto, que pudesse resgatar essa importante parte de nossa Cultura, peça a ser montada em uma Praça que está sendo implantada nesse importante Campus. Rai não se fez de rogado e executou outro importante Monumento do Plantador de Cana-Verde, que foi solenemente inaugurado em 04/04/2013, com a presença de convidados especiais, TV Record, Professor e escritor Jorge Machado, Professor Garibaldi Parente, demais professores, alunos e tantos outros convidados para essa inauguração. Foram momentos de palestras, poesias e valiosas informações partidas de Jorge Machado e outros convidados desse verdadeiro Ato Cultural.  Esse novo monumento, no nascente e no poente, ou outras quaisquer horas do dia e da noite, causa os belos efeitos visuais do anterior, ou até mais expressivos que aquele. Um novo monumento foi encomendado pelo Coordenador do Campus, e na imaginação do artista Rai Cardoso, será um monumento com 3 varas de cana entrecortados, sustentando uma fraqueira (garrafão) de 15 litros, isto é, o maior dos antigos garrafões, e esse garrafão jorrando "pinga", para também ser implantado no Campus, como parte da História-Memória do Ciclo Canavieiro de Abaeteuba. O belo verso abaixo, publicado pelo cantor e poeta Adenaldo Santos Cardoso, na página Xarão Cultural, poesia do poeta João de Jesus Paes Loureiro, foi recitada no dia da inauguração do novo Monumento ao Plantador de Cana Verde, obra de Rai Cardoso.
Adenaldo Santos Cardoso, publicou a poesia do poeta conterrâneo J. J. Paes Loureiro
CANTO ANGUSTIADO AOS PLANTADORES DE CANA
Autoria: João de Jesus Paes Loureiro.
Plantador de Cana Verde,
das terras de Abaetetuba,
por que só tu quem trabalha,
por que teu filho não estuda?
Plantador de cana verde,
das terras de Abaetetuba.

Teus braços plantam doçuras,
colhem braçadas de dor,
o sol que te cresta a pele,
doura a praia do senhor.
Teus braços colhem doçuras,
colhem braçadas de dor.

Tuas mãos acendem esperanças
de um certo verde esplendor.
É um verde mar que propagas,
um doce mar plantador.
Tuas mãos acendem esperanças
de um certo verde esplendor.

Não vês, porém, que esta cana
é cano cruel que aponta
o lucro do teu patrão
para o teu lar que não janta?
Não vês. porém, que esta cana
é cano cruel que aponta?
Acaso foste a uma escola
que teu patrão te mandasse?
Acaso teu filho estuda
na escola que não estudaste?
Acaso foste a uma escola
que teu patrão te mandasse?
Teu filho acaso não nasce
como nasce o do patrão?
Por que só o dele é doutor
e o teu não tem instrução?
Teu filho acaso não nasce
como nasce o do patrão?

Não há ninguém que nascesse
para aprender, outros não...
Teu filho merece escola
como o filho do patrão.
Não há ninguém que nascesse
para aprender, outros não...

Trabalhas luas e sóis,
vai teu patrão ao Senado
votar as leis que te fazem
viver mais escravizado.
Trabalhas luas e sóis,
vai teu patrão ao Senado.

Quantos filhos já tivestes?
Quantos deles já morreram?
Uma cruz de cana verde
foi o quanto que tiveram.
Quantos filhos já tiveste?
Quantos deles já morreram?

Quantos filhos na moenda
perderam o braço e a infância?
que plantar cana e moê-la
é seu brinquedo e folgança?
Quantos filhos na moenda
perdaram o braço e a infância?

Deu-lhe o patrão outro braço?
Deu-lhe o patrão outra infância?
Em vez de matar no pólen
a sua flor de esperança?
Deu-lhe o patrão outro braço?
Deu-lhe o patrão outra infância?
Não deu porque de teu filho
só quer a mão que trabalha.
A mente que pensa e cria
envolve em metal mortalha.
Não deu porque de teu filho
só quer a mão que trabalha.

Só quer que a sua cartilha
seja da cana cortada.
Mas essa cana arrebenta
os sulcos de tua alvorada.
Só quer que a sua cartilha
seja o da cana cortada.

Que verde alvorada verde
há de brotar de tua mão,
plantador de cana verde
ao som de voz: hoje não!
Que verde alvorada verde
há de brotar de tua mão.

Teus braços farão rolar
os canaviais da injustiça.
pondo final nesta infâmia
pondo final nesta liça.
Teus braços farão rolar
os canaviais da injustiça.

Então vais viver decente
da cana que tu plantaste.
Então vais comer o açúcar
da cana que tu plantaste.
Então vais vestir a roupa
da cana que tu plantaste.
Então vais tomar remédio
da cana que tu plantaste.
Então vais jantar a carne
da cana que tu plantaste.
Então vais educar teu filho
da cana que tu plantaste.
Então vais plantar tua casa
da cana que tu plantaste.
Então vais morrer como homem
da cana que tu plantaste.

Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba,
a liberdade é mais doce
que a cana nova e polpuda!
Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba! 
(Acima Poesia extraída do livro "João de Jesus Paes Loureiro, o meu irmão",
autoria de Raimundo Nonato Paes Loureiro)
Abaixo fotos, feitas por Eliomar Azevedo e Laércio Costa,
sobre a criação de Rai Cardoso no
Campus Universitário de Abaetetuba/UFPA, com
o novo “Monumento do Plantador de Cana Verde”


O novo Monumento do Plantador de Cana Verde,
do artista Rai Cardoso, no Campus Universitário de Abaetetuba,
que junto com a poesia de João de Jesus Paes Loureiro, compõem
"memória viva" da Era Canavieira de Abaetetuba e Igarapé-Miri.
Não só o monumento do Plantador de Cana Verde, como o cenário
formado, no decorrer das horas do dia e do fundo de luz e cenários,
por trás do mesmo monumento, mostram a beleza composta por
todos esses elementos e tons da Natureza.

“O Plantador de mandioca” e seu aturá

Abaixo temos o grande paneiro aqui chamado "aturá"
usado antigamente no transporte dos produtos de roçados
de Abaetetuba
Repare na presilha que o colono coloca na cabeça, 
que já está devidamente presa ao grande paneiro


Foto de Clóvis Figueiredo

Repare nos pés do paneiro aturá, para sustentação
no chão. Ao lado um aturazinho
 
 Famosa obra de alto relevo em madeira de Rai Cardoso
que mostra o colono recolhendo produtos do roçado com
o seu aturá nas costas e a mata circundante
Mais recentemente, no ano de 2017, Rai Cardoso voltou a homenagear outra cultura importante da nossa região: a produção de farinha de mandioca. Desta vez produziu uma estátua em concreto do ‘plantador de mandioca’ e a instalou na sua comunidade rural de origem, o Ypixuna, dado que Abaetetuba era grande produtora de farinha de mandioca, sendo os próprios ancestrais de Rai Cardoso produtores de farinha. A estátua do plantador de mandioca traz um colono e seu aturá nas costas. Aturá era um grande paneiro com pés e um dispositivo preso ao mesmo paneiro que era colocado na testa do produtor e o paneiro nas costas, onde os antigos colonos carregavam seus produtos, inclusive para venda na cidade e vindo a pé dessas colônias.

Rai Cardoso no rol dos Artistas Brasileiros
No ano de 2007, o Senado Brasileiro publicou o livro “Artistas Brasileiros: Novos Talentos, Esculturas”, com representações de todos os Estados do Brasil. O Pará foi representado pelo artista Rai Cardoso, com a escultura “Mitos Amazônicos: Matinta Pereira”.

ARTESANATO EM MIRITI
O boto em miriti, das lendas amazônicas

ARTESANATO, em miriti, cipós e madeira, com inúmeras peças, grande ou pequenas (vide fotos acima e amplie). Esse artesanato ganhou grande força e expressão em todo o Pará e Brasil, ao ponto de constituir um dos grandes símbolos do Círio de Nazaré, em Belém, onde, com os devidos aperfeiçoamento, esse artesanato produz peças com motivações amazônicas, paraenses, brasileiras e até da cultura conteporânea mundial. Rai Cardoso, não poderia ficar de fora desse segmento das artes e já produziu inúmeras peças dos mitos amazônicos em miriti. Miriti é polpa macia extraídas dos caules das grandes folhas do miritizeiro, que é uma grande palmeira amazônica. Vide fotos em miriti acima.
Acima estão algumas fotos da obra artística de Rai Cardoso, que estão de modo agrupado, mas nós acrescentaremos as fotos individuais de algumas obras de Rai nesta mesma postagem.
Acima falamos da experiência de Rai Cardoso nos aspectos do Ambientalismo, das Artes Plásticas, do Artesanato, do Cristianismo Engajado, do Político, das ações desenvolvidas nesses campos e do movimento pela criação de um Canal de Rádio FM para divulgação das atividades do antigo Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba/MECA, hoje Rádio Conceição FM e da participação de todas essas ações junto com Rai Cardoso, Ari Lobato e muitos outros idealistas das causas ambientais, culturais e educacionais em Abaetetuba, principalmente nas décadas de 1980, 1990. Rai Cardoso continua a cuidar de seu "Sítio Radini", onde ele continua a chamar vultos locais, regionais e nacionais para plantar mudas de plantas exóticas e outras expressivas plantas da Flora Amazônica, onde ele convida o autor do Blog do Ademir Rocha para plantar uma dessas mudas no dito e conhecido "Pomar de Abaeté" e ele continua também a desenvolver suas atividades de multi-artista e a fazer sua programação radiofônica diária na Rádio Conceição FM, pela manhãzinha. E ele continua a receber convites para palestras, recebimentos de comendas, prêmios e parcerias com outros órgãos e vultos ambientais e culturais do Pará e Brasil.

Rai Cardoso na Imprensa
As ações de Rai Cardoso, especialmente nos aspectos ambiental e cultural chamaram a atenção de rádios, jornais, revistas, TVs no âmbito regional e nacional e agora no âmbito internacional, onde esteve recentemente nos Estados Unidos da América, convidado que foi pela sua grande bagagem ambiental e cultural. Abaixo publicamos algumas fotos com essas atividades de Ray Cardoso e cópias de revistas com matéria de suas atividades.
As Irmãs Xaverianas, pelo seu grande trabalho no aspecto da saúde, desde a década de 1960 e até os dias atuais, onde contribuíram na expressiva queda da mortalidade infantil em Abaetetuba, como da assistência e educação  nutricional às crianças e mães pobres da região da Diocese de Abaetetuba, como pela grande atuação pastoral em Abaetetuba e região, foram convidadas a imortalizar esses grandes serviços com o plantio de mudas no "Sítio Radini". 
 Muitos religiosos, padres, freiras, bispos já estiveram plantando
mudas de árvores frutíferas no "Pomar de Abaeté"

Acima a Irmã Dora plantando sua muda de planta frutífera da Amazônia
Abaixo a saudosa Irmã Eliza e a Irmã Antonieta, plantando uma muda
de planta frutífera da Amazônia


Reportagem em revista regional sobre o trabalho ambientalista de Ray Cardoso
 pomar



 Tradução em português da reportagem acima sobre
o multiartista Rai Cardoso



No ano de 2015, a Revista “Amazônia Viva”, publicou uma matéria destacando o “Sítio Radini” e a importância da iniciativa de Rai Cardoso para a preservação ambiental da região. No mesmo ano veio um reconhecimento nacional por meio da divulgação do sítio no site “G1” e um reconhecimento internacional na Revista dos Focolares “LivingCity”, nos EUA, que destacava os nomes de Rai Cardoso e sua esposa Edilene e a proposta de envolver as famílias locais no chamado “Projeto Amazônia”, que também visa a proteção da biodiversidade amazônica. Vide fotos abaixo.
Vide nomes de algumas plantas frutíferas da Amazônia
Grandes nomes regionais e nacionais que deixaram suas obras imortalizadas
com plantios de mudas de plantas frutíferas amazônicas.
Frutas e plantas exóticas já devidamente desenvolvidas e frutificadas
no "Pomar de Abaeté".
Nas fotos acima matéria com Rai Cardoso sobre suas atividades ambientais e culturais
publicada em revista dos Estados Unidos.
  

Blog do Ademir Rocha